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janeiro 29, 2009

Briga de conversíveis alemães: BMW 120i Cabrio x Mercedes SLK

Filed under: COMPARATIVO — Tags:, , , , , , — Pedrão @ 4:38 pm

Briga de conversíveis alemães: BMW 120i Cabrio x Mercedes SLK

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Responda rápido: qual foi a última vez que você viu um conversível? Não vale dizer que foi no cinema, nem naquela viagem para o estrangeiro. Difícil de lembrar, não? Pois é, o prazer de dirigir sem capota está quase extinto no Brasil, principalmente por causa da violência que assola o País. Mas, tomamos coragem e descemos a serra rumo ao litoral paulista com as duas últimas novidades quando o assunto é esportivo com capota retrátil: BMW 120i Cabrio e o novo Mercedes-Benz SLK 200, reestilizado e agora com hastes no volante para engatar as marchas. O primeiro vale R$ 175 mil e o outro, R$ 204 mil. E não é qualquer seguradora que aceita prestar serviços a essa dupla. Mesmo assim, abaixamos as capotas e desmanchamos o penteado como num ato de ousadia para os curiosos que não tiravam os olhos dos carros.

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Fazia mais de um mês que nós, aqui em São Paulo, não víamos o sol no fim de semana. Mas, naquela primeira terça-feira de primavera, ele iria nos ajudar, conforme a previsão do tempo. Não deu outra: o dia amanheceu nublado. Mais que isso: começou a chover na descida pela Rodovia dos Imigrantes. Parecia o fim de uma tentativa de relembrar os tempos em que, entre as noites de sexta-feira e as manhãs de sábado, aquela estrada ficava cheia de Pumas, Farus (lembra dele?), Miuras, entre outros foras-de-série conversíveis que fizeram certo sucesso nos anos 70 e 80. Antes de pegar um resfriado e estragar o revestimento de couro desses dois alemães invocados, o jeito foi ir para o acostamento, ligar o pisca-alerta e acionar os mecanismos que erguem as capotas. No BMW, essa operação leva exatos 17 segundos e apenas 14 no Mercedes. Ainda bem, porque a água já estava começando a entrar nas reentrâncias do painel, que esconde fios e módulos eletrônicos.

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“Nada de desânimo, marujo. Reme. Lá na frente o sol vai aparecer”. Foi o que pensei, enquanto a água escorria pelo pára-brisa. E lá fomos nós, de capota abaixada, o que faz desses carros pequenos cupês, mais notadamente no caso do SLK, que tem cobertura metálica. Aproveitando os longos túneis no caminho, tiramos algumas fotos em movimento, entortando alguns pescoços de curiosos que também seguiam estrada adentro, com a esperança que São Pedro desse uma trégua. Também deu para testar a aderência dos pneus em pista molhada. Além dos controles de estabilidade, ambos vêm com conjuntos de suspensão que transmitem segurança, embora o preço disso seja um pouco de desconforto ao passar por tampas de bueiro, valetas, entre outros obstáculos. No Mercedes, as hastes no volante ajudam numa tocada mais esportiva, mas as trocas de marcha poderiam ser mais ágeis. Em contrapartida, o motor 1.8, de 184 cavalos, com compressor, mostra ótima disposição. Basta apoiar o pé direito no acelerador com um pouco mais de força para o carro avançar com vigor. Dá até para ouvir o sopro da turbina ricocheteando nas paredes pelo caminho e inflando seu ego.

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Se a ajuda veio do santo ou não, o fato é que o tempo começou a melhorar assim chegamos na cidade. O asfalto começou a secar, abaixamos as capotas e, finalmente, pudemos por à prova os predicados desses dois esportivos. O BMW tem temperamento mais tranqüilo. Conta com motor 2.0, aspirado, de 156 cavalos, mas pesa 550 kg a mais que a versão hatch, por causa dos reforços estruturais para dar boa rigidez torcional mesmo sem capota. Por outro lado, esse peso extra acaba prejudicando o consumo e a agilidade do carro, que tem relação peso/potência apenas razoável para um esportivo (12 kg/cv). Mesmo assim, o 120i Cabrio tem ronco grave que sai pelo escapamento, com um tom animador, mas que se limita à condição de efeito especial, útil para impressionar quem está do lado de fora do carro. Entretanto, não há como negar que o BMW tem um conjunto bem acertado. Mas, se espera por algo mais explosivo, fique com o SLK ou outro conversível do gênero. A vocação do 120i Cabrio é passear sem muita pressa.

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No Mercedes-Benz, você vai ter que escolher bem sua companhia. Há espaço apenas para mais uma pessoa, além do motorista. Atrás dos bancos, vai apenas um pequena sacola, ou algum casaco que queira levar no caso do tempo mudar de repente. Embora a ergonomia seja boa com comandos bem localizados e fáceis de serem acionados, o ar-condicionado não tem regulagem digital, de meio em meio grau, como no BMW. Por fora, as mudanças na linha 2009 do SLK incluem os piscas embutidos nas carcaças dos retrovisores em forma de seta e a frente reestilizada, cujo desenho da grade e do pára-choque lembra o bico de um Fórmula 1. Na traseira, as duas saídas de escapamento, além de sugerirem esportividade, ainda dão a entender que, sob o capô, instalaram um V6 ou até um V8 e não um quatro cilindros turbinado. Mas, apesar de ser a versão mais “mansa” da linha, os números de desempenho do SLK200 são respeitáveis:  máxima de 232 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos, enquanto o 120i Cabrio faz o mesmo em 9,2 segundos e atinge 214 km/h.

O sol já estava começando a se esconder atrás das montanhas quando decidimos parar perto da orla para descansar. No caminho, ainda com as capotas abaixadas, ouvimos desde gritinhos de estudantes dentro de um ônibus de excursão até um “Deus te abençoe” de uma senhora que observava o movimento na rua pela janela. Alguns caiçaras, que pedalavam suas magrelas à beira mar, olharam os carros e logo dispararam: “olha só, um Mercedes e um BMW…” E pronto, estacionamos os carros em vagas próximas da calçada.

Quando fechamos as capotas, o show da transformação de conversível para cupê chamou a atenção de alguns pedestres, que nos olhavam como se fossemos seres extraterrestres saindo de uma nave espacial. Foi estranho. Mas ainda não tinha acabado a sessão de ficção científica. Na hora de voltarmos para a capital, já à noite, quando os faróis com lâmpadas de xenônio foram acesos, um grupo de flanelinhas saíram correndo em busca de uma gorjeta e perguntaram: “Nossa, quem são vocês? Jogadores de futebol, ou o quê?”. É, fazia mesmo um bom tempo que não viam conversíveis por lá…

Fonte: Carlos Guimarães/Car Magazine

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